O fim da esperança?

Rui Martins, Direto da Redação

“Há certas coisas que valem a pena ler e ouvir, como, por exemplo, um político escrever um livro filosófico sobre a política e, nas suas entrevistas, demonstrar um saber e uma visão crítica profunda da história humana da participação política.

É o caso, por exemplo, de Vincent Peillon, deputado francês na União Européia, um professor doutor em filosofia, que chegou a membro da direção do Partido Socialista, com a publicação de um livro sobre a política como uma introdução ao século XXI.

Para ele, os grande momentos decisivos na nossa história não foram assumidos por políticos ou por partidos no poder mas desencadeados por pessoas não envolvidas em partidos. Muitas vezes são simples e anônimos cidadãos como o vendedor ambulante que, num momento de desespero se imolou pelo fogo, desencadeando um movimento popular e provocou a queda do ditador Ben Ali na Tunísia.

Foram também cidadãos anônimos não políticos que resistiram ao nazismo na França e foi um jornalista e escritor, Bernard Lazare, o primeiro defensor polemista do capitão Alfred Dreyfus e detonador do célebre Caso Dreyfus.

O mesmo se pode dizer de Socrates - apesar de recusar entrar na política, suas considerações sobre a sociedade e a participação dos cidadãos foram das mais importantes para a estruturação política da sociedade. En passant, lembra terem sido sindicalistas e não políticos os autores das mudanças na Polônia e, nessa mesma linha de idéias, podemos também dizer terem sido sindicalistas brasileiros do ABC os detonadores de uma nova era política no Brasil. Houve uma evolução política, pois os sindicalistas fundaram o PT mas a célula detonadora era constituída de operários metalúrgicos.”
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