Cidadãos acima de qualquer suspeita

Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

“É muito grave a crise na polícia do Rio de Janeiro com a série de denúncias envolvendo cidadãos acima de qualquer suspeita. Há poucas semanas, o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame era só elogio ao recém-exonerado chefe de polícia, Allan Turnowski, indiciado pela Polícia Federal com a acusação que teria vazado informação sobre Operação Guilhotina, que prendeu policiais envolvidos em corrupção. Turnowski se diz inocente, vamos ver. Tudo muito nebuloso.

Todo mundo lembra que nas operações de ocupação da Favela Cruzeiro e Complexo do Alemão Turnowski era apresentado pela mídia de mercado como o “grande policial”. O Governador Sérgio Cabral também tecia elogios ao referido. A série de denúncias sobre ilegalidades cometidas pela polícia, denunciadas por moradores e pela entidade Justiça Global passavam ao largo.

Agora, com o estouro da boiada e a prisão de dezenas de policiais, inclusive do delegado Carlos Oliveira, braço direito de Turnowski, que estavam na mira da Polícia Federal, muitas das denúncias de corrupção estão se confirmando.

O cidadão acima de qualquer suspeita Turnowski deve no mínimo uma satisfação à opinião pública. Se alguém tem como braço direito um policial bandido, é praticamente impossível que o superior hierárquico desconheça.

O Rio vive sobressaltado, inclusive com a ação das milícias em várias comunidades da cidade e a Polícia Federal está demonstrando que a cúpula da Polícia comandada pelo “herói” Beltrame e sua equipe, agora defenestrada, tem culpa no cartório. Beltrame pode até não ter culpa, mas se revelou um gestor relapso ao colocar na cúpula cidadãos gente da banda podre. Ninguém cobra isso do “herói”.

A série de denúncias, inclusive sobre o recebimento de altas propinas por parte de Turnowski, precisa ser apurada com todo o rigor. Outra grave acusação feita pela Polícia Federal, segundo a qual o assassinato do presidente do camelódromo do centro do Rio de Janeiro, Alexandre Pereira, foi planejado por ex-integrantes do Mosssad, o serviço secreto de Israel, não pode ser deixada de lado.

Beltrame, Sérgio Cabral e os Ministros da Justiça não sabiam que agentes policiais estrangeiros agiam no Rio de Janeiro? Por que só agora a denúncia veio a público? Será que o Rio continua terra de ninguém com livre trânsito para agentes ou ex-agentes estrangeiros? Tudo no mínimo estranho, ainda mais pelo fato de o Governo do Estado do Rio de Janeiro ter comprando material bélico de fábricas israelenses. Não deveria ser por isso que ex-agentes secretos podem atuar no Rio, conforme denuncia o relatório da Polícia Federal.”
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