Eu vibrei quando Nicky perfurou a jugular daquele bastardo com uma lapiseira


Eberth Vêncio, Revista Bula

“Calma, leitor. A cena é do filme “Casino”, de Martin Scorsese (1995). O mafioso Nicky (Joe Pesci) toma as dores do até então amigo Sam (Robert De Niro) e agride um brutamonte no balcão de um bar, atingindo o seu pescoço com uma lapiseira (a mesma lapiseira que o atrevido mandara Sam “enfiar no rabo”). O grandalhão desaba e é chutado impiedosamente por vários segundos.

Na cena impressionante, a agressão fica meio disfarçada, com a câmera focando o semblante raivoso de Nicky e a expressão embasbacada de Sam. O corpo da vítima não é exibido, mas, pelos seus gemidos e pelos xingamentos do Nicky (“fuck you” é o mais “light” deles), dá pra imaginar o estrago. Coisas de cinema. Artimanhas dos grandes diretores. Para quem gosta de filmes de máfia, este aqui é espetacular e eu recomendo.

Nos últimos anos, tenho me dedicado, com absoluta satisfação, a assistir aos “melhores filmes de todos os tempos”. É claro: já caí nalgumas ciladas. Todas as semanas, passo numa excelente vídeo-locadora no centro da cidade, na qual realizo as minhas blitz às estantes, orientado pelas mais variadas fontes, principalmente listas, sites sobre cinema, referências dos amigos, e indicações das sempre prestativas funcionárias (como é bom ser atendido com cortesia nestes dias de mundo canis...). É difícil ter certeza, mas é capaz de já ter me transformado num cinéfilo.

Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos, Os 100 melhores Filmes de Western, Os 100 Melhores Filmes de Comédia, Os 100 Melhores Filmes de Suspense... E por aí vai. Só não puxei a lista com Os 100 Melhores Filmes de Amor porque o gênero não me interessa. Sim, o amor ainda me interessa. Um pouco. Eu fingiria ser romântico para fazer sexo, por exemplo.

Adoro filmes de western (aos quais eu prefiro chamar filmes de caubói ou bang-bang), suspense inteligente (não gosto do terror, vampiros, mortos-vivos, demônios, exorcistas, enfim, coisas que não existem...) e filme sobre a máfia. Enfim, os filmes com doses alopáticas de violência exercem sobre mim uma curiosa atração. Eu digo curiosa porque detesto violência.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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