Publicidade infantil e os limites da liberdade de expressão comercial

Uma criança deve ser vista como consumidora?

Reinaldo Canto, CartaCapital / Envolverde

Pais e mães sabem que criar filhos é um desafio e tanto. Ainda mais no final da primeira década do Século 21, existem alguns detalhes específicos cujos pais de antigamente, com certeza, não se defrontaram. Claro que os mais velhos vão dizer que esses desafios simplesmente se modificam e não podem ser feitas afirmações de que tal época foi mais difícil ou mais fácil do que outra.

Posso até concordar que a intensidade vai de cada endereço e de cada calo que se sentirá apertado, mas quando se refere aos apelos do consumo, plagiando o nosso ex-presidente Lula, “nunca antes neste país”, eles foram tão grandes.

Pense numa criança pequena sendo bombardeada por produtos na televisão, no DVD, no computador, no cinema, no supermercado, na casa do vizinho, na escola e sacrilégio maior, até na farmácia da esquina. Todos eles expondo de maneira até desavergonhada, os personagens que apenas deveriam entreter e melhor ainda educar nossas crianças. Mas não, eles vendem de tudo! Desde salgadinhos pouco nutritivos, fast foods, pastas de dentes e um sem número de bugigangas e quinquilharias de qualidade bastante duvidosa.

Trabalho árduo

Entidades de defesa da criança e do adolescente como o Instituto Alana já promoveram discussões e pesquisas sobre a urgente necessidade de se reduzir a exposição de crianças à publicidade.
Trabalhos divulgados pelo Instituto, entre eles os livros O que Fazer para Proteger Nossas crianças do Consumismo e Por que a Publicidade faz Mal para as Crianças, buscam orientar pais, familiares, educadores e interessados no tema, sobre o problema do consumismo infantil. Veja www.criancaeconsumo.org.br

Segundo a Alana, “algumas empresas ainda não atentaram para o fato de que responsabilidade social envolve respeito à infância e continuam trabalhando na velha lógica do lucro”.
Foto: folhapress
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