O vagabundo imortal

Rodolpho Motta Lima, Direto da Redação

“Ia escrever sobre o “caso Bin Laden”, mas o Mair, em sua coluna, já disse o que deve ser dito. Apenas fico aqui pensando como estamos caminhando, nós, os seres humanos: de um lado a indignidade, a selvageria, a perversidade injustificável dos atos terroristas; do outro lado, a triste admissão, no “mundo democrático” - e logo pelo governo Obama ! - da tortura como um modo eficaz de informações...

Troco, então, o objeto do meu texto, por algo que valha muito mais a pena, como símbolo da humanidade. E a motivação corre por conta do lançamento de um novo livro sobre Charles Chaplin (Chaplin, uma vida, de Stephen Weissman), centrado em episódios dramáticos da infância desse formidável artista.

Quando eu era criança – um tempo em que a televisão apenas engatinhava e nós construíamos nosso mundo onírico a partir da inventiva que o rádio nos obrigava a ter, ou com a magia em que o cinema nos envolvia -, lembro-me que, menino do subúrbio do Engenho Novo, havia um vizinho, certamente mais bem estabelecido na vida que o restante dos moradores dali, que promovia, uma vez por semana, uma sessão noturna doméstica de filmes que encantavam a garotada.

Era em um quintal, cercado de árvores frondosas, nos fundos da casa grande em que ele morava com a família. A gente levava de casa as próprias cadeiras, ia chegando e se instalando. E ele, diante dos nossos olhos maravilhados, montava no fundo do quintal a parafernália fílmica, com seus grandes rolos de fita de celulose.

Creio que foi ali, mais do que no ambiente do cinema propriamente dito - que, no meu caso, eram as salas dos pulguentos cines Real e Edson ou do moderno Santa Alice - que tomei contato com os fazedores de sonho das crianças, que iam desde os desenhos de Tom e Jerry e do Picapau aos filmes de Walt Disney, passando pelos seriados de Tom Mix, Batman ou Super-Homem, enveredando pelas trapalhadas do Gordo e o Magro ou dos Três Patetas,e culminando com os filmes – curtos ou longos – desse formidável artista que no Brasil se popularizou como Carlitos, falecido em 1977, aos 88 anos.”
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