Será que o Bonner tinha razão?

Leila Cordeiro, Direto da Redação

“As emissoras de TV vivem quebrando a cabeça para descobrir o porquê da baixa audiência de alguns de seus programas e para isso criam comitês formados pela sua alta direção, grupos de discussão especializados e gastam milhões investindo em melhorias de cenário e conteúdo. Mas os números insistem em descer a ladeira.

Entretanto, uma dessas emissoras, desde os anos noventa, descobriu uma arma secreta usada para alavancar a audiência de muitos programas. Estou falando do SBT, que usou e abusou da série mexicana infantil “Chaves” para preencher horários, nos quais os números do ibope deixavam a desejar. E o pior (ou melhor?) é que sempre deu resultado.

Silvio Santos, de olho no sobe e desce da audiência, aprendeu direitinho como escalar o Chaves na hora certa, sem horário definido O seriado tanto poderia ser programado de manhã, como no fim da tarde e até mesmo no lugar de um telejornal, passando-o lá para o final da noite.

Com o tempo, Silvio foi descobrindo outras maneiras, mais modernas talvez, de driblar os baixos índices de audiência, mas não dispensou os serviços de Chavez e de seu amigo Chapolin, o anti super-heroi mexicano que também ajudou bastante o SBT a elevar preciosos pontos no ranking da preferência popular.

A Record, sempre de olho nas boas idéias das concorrentes, pronta para imitá-las quando dão certo, resolveu seguir os passos do SBT, e hoje, pela identidade de seus programas, principalmente no domingo, as duas chegam até a confundir o telespectador tamanha a semelhança entre as duas. A emissora da Barra Funda, a exemplo da TV da Anhanguera, resolveu escalar o Pica-pau em horário nobre na tentativa de recuperar público.”
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