Um beijo roubado também é bullying?

Aberth Vêncio, Revista Bula

“Bullying é um vocábulo inglês que foi aportuguesado (não faça trocadilho com “aportugaysado”, pois é bullying, okay?!). Volta e meia, no decorrer de tantos anos de História do Brasil, adotamos termos estrangeiros (inclusive, ”okay”) por modismo bobo, por complexo de inferioridade, porque nos soam bem aos ouvidos, ou pela simples falta de criatividade ao se tentar traduzir para o português.

Em suma, o termo bullying deriva de “bully” (valentão), consiste na violência física ou psicológica que um indivíduo pratica sobre o outro, e tem sido muito utilizado no ambiente das escolas. O conceito parece extenso, prolixo, confuso, mesclando-se também a assédio moral, preconceito, e outras modalidades de intolerância/truculência.

Um pouquinho de história da humanidade (a vida como ela não deveria ser...): certa vez, um amigo meu foi multado porque riu para um guarda de trânsito (ele não riu do guarda de trânsito!). Verdade. Foi durante a Copa do Mundo de Futebol, em 1986. Após os jogos da seleção brasileira, nós saíamos, quase sempre alcoolizados (não vou ficar aqui me gabando por isto), para fazer a famigerada carreata em nosso Chevette marrom. Coisas de jovem. Coisas inconsequentes de jovem. Numa destas incursões pelas ruas da capital, percebemos quando um guarda de trânsito anotava o número da placa do carro em sua caderneta. Bem, aparentemente, não havíamos infringido qualquer norma, a não ser pela leve embriaguez (“controlada”, eu diria) e pelo notório desuso do cinto de segurança. Naqueles dias, ninguém falava em Lei Seca, bafômetro, cinto de segurança, camisinha, casamento entre pessoas do mesmo sexo, e outras cositas mas. Ou seja, passei a minha juventude num cenário praticamente bárbaro (leia-se “ignorante”).”
Artigo Completo, ::Aqui::
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