Em defesa do Inferno


Swedenborg, um extraordinário alquimista, descobriu que o Inferno é uma das mais inteligentes obras de Deus, e que estilo de vida ideal para a eternidade é o dos prazeres

Hugo Studart, Brasil 247

O mito da felicidade rege que todo homem ambiciona a liberdade durante a vida e o Céu após a morte. A realidade prova, contudo, que a maior parte dos seres humanos procura viver no Inferno, tanto aqui quanto acolá. Talvez seja o inferno um local aprazível, bem menos aterrorizante do que nossa imaginação cristã cogita. Vejamos qual o teu caso. Responda: qual o estilo de vida ideal para se ter na Eternidade?

a) O de um monge, com muita oração, jejum, celibato e clausura;

b) O de um mega-empresário, com jantares de negócios, jato particular, duas amantes caras, 30 serviçais baratos e seguranças musculosos 24 horas por dia.
Quem marcou a resposta “a”, tem uma grande ambição pelo Céu do imaginário Católico. Aquele Céu com querubins, serafins, enfim, uma tremenda pasmaceira. Quem optou pela “b” tem grandes chances de ser enviado para o quinto dos Infernos. O consolo é que deve lá, junto a Satanás, aparece ser a vida muito mais divertida. Dilema difícil, não? Talvez possamos resolvê-lo apresentando outra opção:

c) Que tal passar a eternidade como um artista pagão, usufruindo de música alegre, conversas inteligentes, comida farta e champanhe francês? Ah, também com amor e sexo, muito sexo!

O teólogo Emanuel Swedenborg foi quem melhor analisou tal assunto ao escrever que o inferno é uma das mais inteligentes obras de Deus. Não se trata, a acertiva acima, de uma heresia. É a síntese da obra de um homem santo. Não estranhes, prezado leitor, caso jamais tenhas ouvido falar desse tal de Swedenborg.

Filho de um bispo luterano, foi também sacerdote e teólogo inspirado. A base do luteranismo é a salvação pela graça. A base da doutrina de Swedenborg é a salvação pelo trabalho, pelas boas obras na terra. Devemos conhecê-lo para procurar entender por que quase todos nós, os humanos, buscamos a felicidade se entregando aos prazeres infernais.

Misterioso Alquimista - Swedenborg nasceu em Estocolmo, Suécia, em 1688, e morreu em Londres, aos 84 anos. Deixou um legado de 50 obras, a maior parte escrita em latim com estilo seco e correto. Seus livros versam sobre física, química, matemática, engenharia militar, mineralogia, anatomia, astronomia, filosofia e teologia. Desenhou máquinas de voar e submarinos. Sua máquina de transportar navios por terra venceu célebres guerras para o rei Carlos VII, O Conquistador.

O filósofo francês Voltaire dizia que Carlos VII foi o homem mais extraordinário registrado pela história. Carlos, O Conquistador, organizou há mais de dois séculos as bases da sociedade sueca para que um dia viesse a se tornar o espelho mundial da liberdade e da democracia. Já o escritor argentino Jorge Luís Borges dizia que, talvez, o mais extraordinário dos homens depois de Jesus Cristo tenha sido Swedenborg, um misterioso e fiel conselheiro de Carlos VII.”
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