TV de primeira classe

Leila Cordeiro, Direto da Redação

“Ao participar dos encontros virtuais via Facebook com colegas da extinta TV Manchete, relembrando juntos momentos importantes de uma TV que poderia estar dando certo, me vem a pergunta. Por que os Bloch não conseguiram manter a emissora que ganharam do governo militar, que temia deixá-la nas mãos do então poderoso Jornal do Brasil?

Mas essa é uma outra história. Na coluna de hoje, quero lembrar que, quando o sinal da TV Manchete entrou no ar nos primeiros anos da década de 80, foi um rebuliço. Na época eu era repórter e apresentadora da Globo e soube que a alta direção do jornalismo reuniu-se para ver junta a estréia do primeiro telejornal da emissora do Russel.

O comentário entre os índios da aldeia global foi de que os caciques, apesar de não sentirem ameaçada a sua hegemonia, ficaram com a orelha mais em pé do que de costume, e passaram a observar de perto aquele canal charmoso, com cenários futuristas e liberdade de expressão. Coisa que a Globo nem sonhava, na época.

A Manchete seguiu crescendo. Seus repórteres na rua trabalhavam com tanta garra e determinação que muitas vezes "furavam" os da Globo. A direção da emissora, por sua vez, acompanhava a euforia e a vontade de ser uma TV de verdade, de igual pra igual com a líder de audiência que, até então, nunca perdera o primeiro lugar de audiência, em qualquer horário.

E aí chegou Pantanal, a novela que fez tremer os alicerces do Jardim Botânico. Com direção de Jaime Monjardim, que era apenas mais uma promessa na emissora dos Marinho, tornou-se a maior sensação na dos Bloch usando e abusando dos close ups dos atores para dar mais emoção às cenas.”
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