Um verdadeiro show da vida

Leila Cordeiro, Direto da Redação

Ao lado da crise econômica, vilã do desemprego, do preço da gasolina nas nuvens e do valor das casas debaixo d’água, e das recentes tragédias causadas pelos tornados, o povo americano vem acompanhando de maneira apaixonada uma tragédia da vida real. Há treze dias, ao vivo e a cores, a TV vem transmitindo o julgamento de uma jovem mãe, Casey Anthony, acusada de matar e esconder o corpo da filha de apenas dois anos, na cidade de Orlando, Flórida, há exatos três anos, em junho de 2008. Uma história que tem todos os ingredientes para virar uma futura produção hollywoodiana.

Pra quem não se lembra, ou não conhece a história, em 16 de julho de 2008, Casey admitiu que a filha Caylee estava desaparecida há 31 dias. Os pais dela e avós da criança, Cindy e George Anthony, só souberam do sumiço da neta depois que a filha lhes disse que a menina desaparecera levada pela babá. Hoje já se sabe com certeza que essa babá não existe, foi um nome inventado pela mãe para justificar o sumiço de Caylee. Somente depois de 31 dias, no dia 16 de julho, o desaparecimento da menina foi comunicado à polícia. O falso sequestro mobilizou a familia, as autoridades e a mídia na busca da babá com quem estaria a criança. Seis meses depois de inciadas as buscas, o corpo decomposto de Caylee foi encontrado dentro de um saco de lixo, em um charco, a quinze casas de distância de onde ela morava com a mãe e os avós.

Por esse pequeno resumo, o leitor já observou que a história é intrincada, embora todas as evidências nos levem à concluir que a mãe, Casey, é a grande culpada pelo desaparecimento e, provavelmente, morte da filha.

Mas no tribunal, com a presença das câmeras de TV e os depoimentos de 43 testemunhas, até esta quarta-feira, a história ganhou nova dimensão, especialmente depois que o advogado da acusada, logo no primeiro dia, criou uma história fantástica, atribuindo alguma culpa ao avô de Caylee, um policial aposentado. Segundo o advogado, ele teria abusado da filha desde os oito anos de idade. Por esse motivo, teria assumido a responsabilidade de desaparecer com o corpo da neta, após um “tragico acidente” na pisicina de casa, que resultou em seu afogamento.”
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