Pobre gosta de luxo

Leila Cordeiro, Direto da Redação

“Essa onda de reality shows de tudo que é lixo parece não ter fim. E, lamentavelmente, deve ter público, tal a avidez com que as emissoras procuram esse tipo de show. O negócio é mostrar o ser humano do jeito que ele é, embora se saiba que quase tudo nesses programas é editado e alguns deles têm até script.

Os competidores sabem que estão sendo filmados e estão ali apenas em busca de uma oportunidade no mundo das celebridades. E para conseguir tal feito, fazem o que a produção pedir, sem vergonha ou pudor. Câmeras instaladas em cantinhos estratégicos estão lá para registrar festinhas , brigas e até transas dos competidores. Tudo como manda o figurino do sensacionalismo barato.

Quem é do ramo logo percebe que de “realidade” esses shows não têm nada. Para o povão, entretanto, quanto mais escracho, quanto mais tolerância, quanto mais besteirol é o que importa, caso contrário esses bbbs da vida não teriam a audiência que têm e os patrocinadores que disputam uma quota publicitária.

Como disse antes, essa onda de mesmices parece não ter fim. Leio nos jornais de hoje que até a Band, que vive pendurada em promessas de estréias que nunca acontecem, resolveu aderir a esse tipo de programa. E anuncia a “criativa” idéia de imitar o reality americano “Real Housewives”, com o acintoso nome de “Mulheres Ricas”.

Ora, faça-me o favor. Num país onde a maioria das pessoas não tem acesso a bens de consumo modernos e mais da metade da população não tem nem computador, a emissora vai exibir na telinha uma cambada de mulheres fúteis e alienadas que só tem um objetivo na vida: consumir!”
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