Palestina: ser ou não ser


Eliakim Araujo, Direto da Redação

“A criação do Estado da Palestina tem dominado o noticiário da Assembléia Geral das Nações Unidas reunida em Nova York. Nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff abriu os trabalhos da Assembléia (foto), tornando-se a primeira mulher na história a conquistar essa honraria.

E Dilma não fez por menos. Declarou que o Brasil já reconhece o Estado palestino, com suas fronteiras anteriores à guerra de 1967, afirmando que “é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada plenamente”. A opinião de Dilma foi acompanhada pelos presidentes da Argentina, Paraguai, Bolivia e Honduras. Entre os latinos, se posicionaram contra a criação do novo pais, México e Colombia, os aliados dos EUA.

Mas não será com o voto dos latinos que a Palestina se tornará um país independente. A decisão será do Conselho de Segurança da ONU, desde que os líderes palestinos formalizem o pedido. São 15 os países membros do Conselho, um deles o Brasil. Serão necessários nove votos, para que o pedido dos palestinos seja atendido.

Entretanto, mesmo que a proposta consiga os nove votos, ela não passará, porque Obama já avisou ao lider palestino Mahamoud Abbas que os Estados Unidos usarão o poder de veto se ele insistir no pedido ao Conselho de Segurança da ONU. Ou seja, é tudo um grande teatro para inglês ver. O pleito consegue os votos necessários, mas cinco privilegiadas nações tem o poder de vetar a decisão da maioria. Basta o veto de uma dessa nações, EUA, Russia, China, França e Reino Unido, para que qualquer pretensão seja derrubada.

Esse é o impasse sobre o assunto que está empolgando os líderes mundiais presentes à Assembléia da ONU. Israel não quer a criação da Palestina porque isso lhe traria inúmeros problemas, o mais grave a devolução das terras palestinas ocupadas desde 1967, onde hoje vivem milhares de colonos israelenses.

Israel e EUA pregam as negociações de paz para resolver as pendências existentes, antes da criação do Estado da Palestina. Como essas negociações não funcionam há décadas, podemos esperar novos e violentos conflitos entre árabes e judeus no futuro.”
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