Joey e Johnny Ramone


André Barcinski, Digestivo Cultural

“Dez anos sem Joey Ramone. Dez anos. Como passa rápido.

Em janeiro de 2001, eu editava um site e estava trocando e-mails diariamente com Joey Ramone. Queria que ele escrevesse uma coluna semanal para o site.

A idéia era fazer uma coluna de tema livre. Joey poderia falar sobre o que quisesse.

Claro que a coluna acabaria sempre em música. O cara só pensava nisso.

Joey morava na rua 9, a poucos passos de St. Mark's Place e do Bowery, no meio do burburinho alternativo de Nova York.

Era a região dos clubes ― Continental, Coney Island High e, claro, o CBGB's. No bairro havia também incontáveis lojas de disco e DVDs. Joey estava em casa.

Não era difícil encontrá-lo andando pela rua ou checando a Kim's Video atrás de algum filme de terror bizarro. Ele fazia parte da paisagem local.

Na época, Joey já lutava contra um linfoma. Sua saúde frágil foi uma das razões para o fim dos Ramones, cinco anos antes. O cara não agüentava mais excursionar.

Depois do fim dos Ramones, ele continuou ligado à música, mas tirou o pé do acelerador. Estava cansado. Mesmo assim, fazia shows, produziu um disco de Ronnie Spector e ajudava uma banda chamada The Independents, que adorava.

Fui visitá-lo algumas vezes em seu apartamento. Era um apê muito bem arrumado. Nem parecia que um punk morava ali. Nas paredes, uma coleção de pôsteres originais de shows do Fillmore: The Doors, Jimi Hendrix, Grateful Dead. Discos estavam sempre espalhados pela casa. Ele ouvia música o dia todo.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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