Índios e queimadas


Rui Martins, Direto da Redação

O tema é mais que atual – índios, queimadas, progresso predador, colonização das culturas primitivas – em Berlim, os estão os mais ardoroso defensores da ecologia e do ambientalismo. Sucesso garantido para Xingu, no Festival de Berlim.
Embora o Festival de Berlim não tenha ainda divulgado todos os filmes participantes, não se sabendo ainda se haverá filme brasileiro na competição internacional, uma presença já está confirmada.

Cao Hamburger estará, em fevereiro, em Berlim, selecionado para a mostra Panorama do Festival Internacional de Cinema, com Xingú, uma homenagem aos irmãos Villas Boas e sua luta pela criação do Parque Nacional do Xingu.

Hamburguer para quem não se lembra, foi o criador do Castelo Rá-Tim-Bum, sucesso na TV Cultura de São Paulo, e diretor do filme O ano em que meus pais saíram de férias, lançado em 2006 e considerado um dos melhores filmes daquele ano no Brasil e que se insere na retomada da memória brasileira, nestes últimos tempos, sobre a época da ditadura militar.

Ao tratar desta vez dos indígenas, Cao Hamburguer exerce um olhar crítico sobre a maneira colonizadora da política indianista e sobre as consequências do progresso e sua ação predadora. O Parque do Xingu completou 50 anos de existência e impediu que os índios ali protegidos tivessem sido dizimados pela civilização. Os irmãos Villas Boas entraram na floresta e fizeram seu primeiro contato com os índios, em 1940, e assumiram, junto ao governo Getúlio Vargas que pretendia colonizar a região, a defesa dos silvícolas.
Hoje, de acordo com Cao Hamburger, na estréia do filme, em Manaus, no ano passado, se repete a mesma situação de ameaça à cultura índia com as queimadas e Belo Monte.”
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