Cépticos enfim acreditam que haja vida antes da morte

Eberth Vêncio, Revista Bula

“Cépticos não acreditam nem mesmo em anti-sépticos. Ameaças invisíveis? Se os olhos não veem é porque não existe. Eles são terríveis, terríveis... Alguém aí faz ideia do contingente da humanidade que acredita em vida após a morte? Alinhavando uma tribo remota do continente africano, Nova Déli, Manhattan e Tabocas do Brejo Velho na Bahia, eu apostaria em 98%.

1% dos terráqueos (estatística muito plausível) não creem em absolutamente nada, nem na alma, nem na carne, nem no osso, nem no suposto (escarrado?) “esquema do mensalão do PT”, pelo simples fato de não regularem bem das faculdades mentais, anulados pela demência, poupados de preocupações fúteis objetivas, como dar descarga no vaso após usá-lo, trabalhar mais para juntar mais patrimônio, pagar mais imposto ao Governo, e fomentar mais desavenças entre herdeiros na hora da partilha. Dá pra entender coisas como estas?!

1% responderá assim, de pronto, sem titubear: morreu, acabou. E ponto final.

Fiquei assustado quando Dona Socorro nos contou que o marido jamais deixara de dormir ao seu lado na cama, mesmo tendo morrido há um ano e meio. O depoimento foi de arrepiar. “Será que Alzheimer está afetando a pobre velhinha?” — matutei, com o ceticismo irritante de sempre. Por que simplesmente não aceito determinadas coisas e pronto, eu vivo a me perguntar. Tornaria a convivência com meus pares muito mais descomplicada. “Mas você não acredita em nada, meu filho?!”, é assim que o povo diz, conferindo-me de alto a baixo, como se, ao invés de dúvidas, eu tivesse lepra. Ora, não se trata de um tipo aberrante de “bullying” contra a minha pessoa, caros amigos?!”
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