Consumir primeiro, brincar e se desenvolver depois: é isto o que queremos para nossas crianças?


“Pesquisa revela o bombardeio de comerciais nos canais infantis nas semanas que antecederam o Natal.

Reinaldo Canto, Envolverde

Cena comum e corriqueira em um supermercado de alguma cidade brasileira: uma menina de quatro anos de idade (1) adentra ao estabelecimento acompanhada de sua mãe. Na área destinada aos cosméticos e produtos de higiene, a criança se dirige à prateleira, pega um sabonete e pede à mãe para comprá-lo. É que aquele produto é um velho conhecido, pois aparece com frequência na TV durante os intervalos de seus desenhos preferidos.

Outros bens de consumo, além de uma infinidade de brinquedos e jogos de todos os tipos e preços são exibidos em grandes quantidades diariamente nos canais com programação infantil. Se esta informação não representa novidade para os pais, principalmente na enorme pressão exercida pelos filhos nas proximidades de datas festivas (Páscoa, Dia das Crianças e Natal), a pesquisa divulgada às vésperas do dia do consumidor (15/3) revela a dimensão do problema.

O estudo conduzido pelo Observatório de Mídia da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana e sob coordenação do professor Edgard Rebouças, concluiu que as nossas crianças estão sendo submetidas a uma verdadeira overdose de comerciais exibidos nos intervalos dos programas infantis. O objetivo do trabalho é acompanhar e monitorar a publicidade dirigida às crianças em 15 emissoras de televisão, abertas e fechadas, nos períodos de grande apelo de consumo.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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