Da importância da mulher esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque


Eberth Vêncio, Revista Bula

“Mulher no volante, perigo constante. O provérbio é antiquado e irrita, com toda razão, o mulheril. Há poucos dias, presenciei um abalroamento macarrônico no trânsito infernal da cidade. Alertada pela luz amarela do semáforo, uma jovem motorista meteu o pé no freio (acertadamente, embora dirigisse calçando um sapato de salto 15, não recomendável) e seu carro foi atingido na traseira por outro, cujo condutor teve o impulso contrário (erroneamente), ou seja, acelerou a máquina mortífera para escapar do sinal vermelho.

Ora, vejamos: todo mundo sabe que a luz amarela significa “atenção, reduza a velocidade, pois o sinal vermelho vem aí”. Quase todo mundo. A cada dia, cresce o número de cretinos ao volante. Só pra exemplificar, a legislação do Conselho Nacional de Trânsito manda que os novatos sejam submetidos a vinte aulas de volante (treinamento prático), além do curso teórico, antes de retirarem as CNH.

Na prática, muitas autoescolas ignoram a lei ao fazerem “pacotes promocionais” (que é para baratear pro aluno e driblar a concorrência), ministrando poucas aulas para “pessoas com alguma experiência prévia ao volante” (será que os candidatos conseguiram esta experiência prévia ao volante brincando em vídeo games e autoramas ou dirigindo sem habilitação?!). Juntando a inexperiência dos motoristas emancipados (ambos os sexos) com a epidemia de motos e automóveis que empapuçam as ruas (fruto de incentivos governamentais duvidosos, aliada à falta de investimento no transporte coletivo), surge o monstro chamado trânsito caótico, que tem infernizado o dia-a-dia dos cidadãos urbanofílicos.”
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