Millôr Fernandes: o grande confabulador

O frasista da irreverência Millôr Fernandes 
revisitou as fábulas clássicas e ironizou 
os costumes da sociedade brasileira

Ana Mariza R. Filipouski, Carta Capital / Envolverde

“Millôr Fernandes nasceu no Méier, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, em 1924. Há controvérsias a respeito da data, que supostamente não seria a mesma da certidão, pois ficou órfão muito cedo (o pai morreu em 1925 e a mãe em 1934) e perderam-se muitas referências familiares. Por isso, repetindo recomendação de um amigo, adotou data e mês que constavam em seu documento de identidade: 27 de maio.

Ele e seus irmãos – eram quatro – foram criados por tios. A luta pela sobrevivência o fez cedo iniciar uma educação profissionalizante na Escola de Artes e Ofícios e, simultaneamente, o trabalho em jornal.

Um fato curioso de sua vida pessoal é que, até os 17 anos, foi conhecido por Milton. Nessa época, ao ler a certidão original de nascimento, que estava manuscrita, percebeu que a grafia do escrivão representava claramente Millôr. Gostou do nome, passou a divulgá-lo e logo tornou-se conhecido como tal.

Suas primeiras atividades na imprensa foram em O Jornal e na revista O Cruzeiro, na qual era responsável pela seção humorística Pif-Paf. A precocidade da iniciação profissional e a boa aceitação de seu trabalho favoreceram sua integração na intelectualidade carioca e deram início a uma formação autodidata.

Por volta de 1943, a revista O Cruzeiro tornou-se uma importante forma de comunicação nacional e alçou seus colaboradores à condição de quase ídolos, já que tinham posição equivalente à dos grandes comunicadores televisivos de hoje.

Desde então, muitos leitores brasileiros letrados acompanharam, por décadas, a produção de Millôr Fernandes: no Pasquim, na Veja, na IstoÉ, no Jornal do Brasil, na Folha de S.Paulo e no O Estado de S.Paulo, entre outros veículos impressos de grande circulação. Atualmente, boa parte de sua produção, mesmo publicada em livro, está disponível no “saite do Millôr” (www2.uol.com.br/millor/index.htm), onde sua obra aparece online: desenhos, textos diversos (“conpozissõis imfãtis”, fábulas, haicais, poemas, peças de teatro, frases soltas etc.). Nela há sempre um traço surpreendente, seja pelo lirismo inusitado, seja pelo prazer do uso da cor, pelo
exagero da representação das figuras ou pela irreverência que instiga o riso e torna o texto diferenciado, provocando estranhamento ao leitor.”
Foto:Ricardo Moraes/Folhapress
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