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Para Laryssa Nogueira, com esperança de que os livros de viagem me (nos) consolem pelas viagens que não fizemos |
Marcelo Franco, Revista Bula
“Se não é exatamente um consolo — ler
muitas vezes machuca —, a literatura talvez seja o mais eficaz instrumento de
um adulto para sobreviver relativamente são neste imenso cenário de dementes
que é a saga humana
Continuo a minha famigerada — não no
sentido rosiano — lista de melhores livros de 2012. Relendo o que escrevi na
primeira parte, percebo que maltratei os exauridos leitores: mais de 5 mil
páginas sobre a Segunda Guerra, calhamaços como “Ulysses” e os vários volumes
de “A Comédia Humana”. Bem, é preciso um refrigério, até porque dezembro, e não
abril, é o mais cruel dos meses, e portanto deve-se dar rédeas à imaginação
para que se possa superá-lo incólume. O negócio é o seguinte: o camarada se
cansa do ramerrão das vistas da planície da prosa em excesso e resolve
espairecer. Apóio a estratégia, ou, como diz um amigo, adiro ao plano. Assim,
como a Companhia das Letras publicou coletâneas de Rainer Maria Rilke, Adonis e
Elizabeth Bishop, recomendo esses poetas para quem quiser tomar novos ares nos
píncaros da poesia (ando lendo poesia goiana, daí o uso de “píncaros”), pois
não é possível viver como um Esteves sem metafísica. Àquele que não gosta de
poesia, apenas digo: precisas mudar de vida.”
Artigo Completo, ::AQUI::
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