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Uma questão que
quase ninguém sabe responder refere-se ao futuro das manifestações no
Brasil
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Enio Squeff, Correio do Brasil
“Uma questão que quase ninguém sabe
responder refere-se ao futuro das manifestações no Brasil. Na França
revolucionária do princípio do século XIX, um jovem capitão, instado pelas
autoridades do Diretório a fazer cessar os motins de rua ( que tinham dado na
queda da Bastilha), usou o método que lhe parecia mais consentâneo com o
momento que ele encarava como uma guerra. Foi assim, com canhões, sua arma
preferida, que Napoleão Bonaparte começou a sua ascensão vertiginosa rumo ao
poder na França. Os canhonaços que pegaram a turba desprevenida, nas então
estreitas ruas de Paris, causaram dezenas de mortos entre os revoltosos, mas a
nova ordem burguesa estava começando a ser, por fim, solidificada na França.
No Brasil, felizmente, não se cogitam em
canhões, mas o encanto da grande imprensa com as “ações cívicas” (sic) das manifestações
começa cada vez mais a ceder ao temor. Já agora as sagradas propriedades
privadas estão sendo atingidas. E os embuçados, apesar dos disfarces, parecem
não esconder a sua origem; não são mais os bem comportados jovens de classe
média. Muitos certamente provêm dos morros e das periferias das grandes
cidades. Este o perigo inadivinhado.”
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